ADÉLIA PRADO E GABRIELA MISTRAL: DO RITO, AO MITO, AO MÍSTICO

 

Maria de Lourdes Abreu de Oliveira – UFJF/CES-JF

 

 

Esta comunicação nasceu do confronto entre dois projetos de pesquisa em que vimos trabalhando: a voz da mulher latino-americana na obra poética de Gabriela Mistral, poetisa chilena, e a voz da mulher mineira na obra poética de Adélia Prado, poetisa brasileira. Nosso objetivo, aqui, é evidenciar a importância das montanhas andinas e das montanhas mineiras na caracterização de um rosto identificado com a terra em que se situam as duas Poetas, mostrando na tessitura poética de cada uma delas, como ambas recorrem ao cotidiano para a realização do mito literário, como lançam mão da vivência do ritual de cada dia, como recurso para a criação de um mundo mitologizado e como motivação para a religiosidade. No resgate da memória, verifica-se a passagem do profano ao sagrado. No mundo mitologizado, por elas criado, pode-se constatar o nascimento de um universo místico, que decola do mítico.

No mundo materializado em que vivemos, hoje, sente-se uma necessidade de fundamentar a experiência de vida com algum sentido que garanta realmente, de modo profundo, no interior de nosso ser, a validade deste estar no mundo, deste ser no mundo. Segundo CAMPBELL (1990:5-6): “Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação através dos tempos [...] mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana”.

A literatura é uma grande fonte moderna da criação de mitos. Nicolau Sevcenko, a partir da citação do verso de Fernando Pessoa, “o mito é o nada que é tudo”, afirma:

 

A literatura é hoje a fonte a partir da qual os mitos se fertilizam, brotam, da qual fluem e invadem as almas. Ela é a grande Lira do homem moderno. Enquanto ela tocar, teremos conforto para o frio, o escuro, a solidão e a insônia dos tempos hostis. Ela nos conduzirá sempre para a vitalidade pujante dos inícios, lá onde o poeta proclama, a cada nova vez e sempre, “o mito é o nada que é tudo...” (SEVCENKO, 1977: XXV).

 

Na leitura e confrontação dos textos poéticos de Gabriela Mistral e Adélia Prado, com o objetivo proposto em vista, faremos a travessia textual, lentamente, de olhos e ouvidos atentos a suas pulsações, tentando investigar os sentidos possíveis. Segundo Roland Barthes, nesta busca, no incessante exercício de nomeação, o esquecimento de um sentido não invalida a árdua empresa perseguida. Há no texto plural um entrelaçar constante de sentidos que não se esgota. Há, no texto, espaço em que se realiza a dinâmica de produção e transformação de sentidos, um diálogo permanente em que se insere o leitor, co-participando dessa produção, trazendo, para a sua leitura, a confrontação de textos lidos anteriormente, a experiência cultural precedente. Há que se estar atento ao jogo da escritura, há que se abrir espaços onde os sentidos possam ser melhor observados. E afirma Barthes, em S/Z:

 

O texto, no seu conjunto, é comparável a um céu simultaneamente plano e profundo, liso, sem margens nem pontos de referência, tal como o áugure que, com a ponta do seu cajado, corta um retângulo fictício do céu, para nele interrogar, segundo certos princípios, o vôo dos pássaros, assim o comentador traça ao longo do texto, zonas de leitura, para nelas observar a migração dos sentidos, o aflorar dos códigos, a passagem das citações (BARTHES, 1980:18).

 

Abriremos, pois, essas zonas de leitura no intuito de desvelar a passagem do rito, ao mito, ao místico, manifesto no texto das duas escritoras, buscando nas Obras completas, de Gabriela Mistral, e na Poesia reunida, de Adélia Prado, traçar este percurso, tornando evidente mais um momento mágico em que voz da mulher latino-americana busca trilhar caminhos no sentido de sua identidade.

Para o desenvolvimento de nossa proposta, antes de tudo, torna-se necessário situar-se as duas escritoras no contexto em que serão estudadas. Comecemos por estabelecer o que é América Latina. Considerando-se a complexidade que envolve o problema, decidimo-nos pelo critério geográfico:

 

A América Latina seria toda a terra americana que fica ao sul do Rio Grande ou Bravo (que marca o limite dos Estados Unidos com o México). O uso habitual desta expressão (al sur del Rio Grande, o Bravo) seria prova de sua veracidade: ao sul deste rio existe certa homogeneidade cultural, política, social, lingüística, religiosa (MORENO, 1972: XX).

 

No texto poético de Gabriela Mistral, podem ser puxados os fios que configuram as raízes latino-americanas. Aí estão presentes, na urdidura do tecido, muitas das vozes femininas representativas das raças que entraram na formação do bravo povo que vive ao sul do rio Grande. Contudo, não se faz presente na poética de Gabriela Mistral a voz da mulher brasileira. Para suprir esta falta ou para completar o conjunto, o verdadeiro complexo que configura o rosto da mulher latino-americana, recorreremos ao texto poético de Adélia Prado, considerando-se os pontos de aproximação entre as duas. Em ambas se podem nomear as várias revelações da mulher, o enigma de sua face, fragmentada através dos vários sentidos dispersos ao longo do percurso poético realizado. É no concerto das vozes, é na sua intertextualização que se evidenciará a mulher latino-americana. É levantando-se os fios que se trançam no discurso poético que se poderá delimitar-lhe as características essenciais. É no tecido das vozes que se poderá configurar a mulher em toda a sua complexidade latino-americana, inserindo-se no painel traçado por Gabriela Mistral o rosto da mulher brasileira traçado por Adélia Prado.

Neste sentido, também se torna necessário situar Minas Gerais, o contexto geográfico onde vive Adélia Prado. O Brasil é um país de grandeza continental, com vasta área de floresta tropical, áreas de cerrado, uma grande extensão de praias. Mas existe nele um estado, Minas Gerais, de relevo especialmente montanhoso. Trata-se da mais elevada de todas as unidades da federação, com 93% de sua área acima de 300m e 57% acima de 600m, caracterizando-se como um território bastante montanhoso. Desde o tempo colonial, quando havia menos recursos de locomoção, o acesso a esta região era muito penoso, muito difícil, o que tornou o povo que aí vive, marcado por um jeito de ser, que hoje vem sendo estudado, como mineirice, como o mito da mineiridade. Entre as características que definem o mineiro, podem ser citadas: a desconfiança, o humor, o amor à terra, a religiosidade. É de grande relevância a importância das montanhas no processo de configuração da mulher brasileira, especificamente na caracterização da voz da mulher mineira, aspecto também relevante na configuração do rosto da mulher chilena, desvelado por Gabriela Mistral, inserida no contexto geográfico em que se enquadra, à sombra da Cordilheira dos Andes. Situando-se a obra de Adélia Prado no contexto geográfico brasileiro acima referido, destaca-se aquilo que se chama mineiridade, um jeito mineiro de ser, manifesto na sua tessitura poética.

O relevo montanhoso de Minas Gerais dificultou as aproximações, sobretudo no período colonial, devido aos obstáculos levantados pela montanha que como paredões resistiam aos contatos com os colonizadores. Isto levou a um certo ilhamento dos mineiros, que conservam, ainda hoje, um conjunto de valores que funcionam como um elemento identificador. Segundo Sylvio de Vasconcelos,

 

a montanha não favorece a comunidade dos homens, nem a extroversão, nem a lassidão propiciada pelos calores úmidos, nem a largueza de vista que os grandes horizontes oceânicos sugerem. A montanha, as cordilheiras contínuas, são antes grilhões, tendem ao aprisionamento, favorecem a melancolia, determinam a introversão. Nuas, escuras, de cimos agudos, constituem a paisagem pétrea da região (VASCONCELOS, 1968:37).

 

No sentido de dominar o tempo perdido, recorre-se à rememoração de acontecimentos vividos ou testemunhados no curso da existência. “O conhecimento da origem da história exemplar das coisas confere uma espécie de domínio mágico sobre as coisas” (ELIADE, 1963:83). Nos textos das duas escritoras, esta recuperação de situações experimentadas revela, como modelos exemplares de ritos e atividades cotidianas, tais como a alimentação, o casamento, o trabalho, o rosto da mulher manifesto pelas diversas vozes: a voz da mulher-mãe, da mulher marcada por rótulos sociais, que lhe vêm sendo atribuídos através dos tempos, rótulos que lhe são impostos pela cultura patriarcal, estigmatizando-a e cerceando seus anseios mais simples, transformando-a em objeto, da mulher que se debate no conflito vida e morte, da mulher marcadamente religiosa, da mulher que vive a simplicidade do contexto familiar, da mulher que tenta romper os limites de sua presumida destinação de ser mulher e buscar novos horizontes.

Através dos rituais, reconfirma-se o valor evidente, desmontável do mito. No exercício dos rituais: de casamento, da azafama diária da mulher na casa, na família, na igreja, na comunidade, recupera-se a memória de um passado que se torna mítico pela força do literário. O resgate desta repetição contínua, de uma determinada situação, transforma este passado “em algo fixo e duradouro no fluxo universal” (ELIADE, 1963:124).

Nesta nossa comunicação, mostraremos como as duas Poetas recorrem a situações rotineiras para o exercício literário. Em ambas constata-se o recurso a situações do cotidiano para a criação do mito literário. Pela repetição do que foi feito no passado, pela rememoração, impõe-se a certeza deste passado, a realidade abre fissuras para a irrupção do poético, que aí se instala como alguma coisa duradoura.

Consideremos, inicialmente o poema de Gabriela, “La casa” (MISTRAL, 1976:310) em que se toma uma situação do dia-a-dia, a mesa pronta para ser recebido o alimento, e a mãe, mulher já comprometida com o social, chama a atenção do filho para o pão que está sobre a mesa, como um alimento sagrado:

 

La mesa, hijo, está tendida,

en blancura quieta de nata,

y en cuatro muros azulea,

dando relumbres, la cerámica.

esta es la sal, este el aceite

Y al centro el Pan que casi habla.

Oro más lindo que oro del Pan

no está ni en fruta ni en retama,

y da su olor de espiga y horno

uma dicha que nunca sacia.

Lo partimos, hijito, juntos,

con dedos duros y palma blanda,

y tu lo miras asombrado

de tierra negra que da flor blanca.

 

Porém, este pão chamado, popularmente, no Chile, Cara de Dios, não chega a todas as mesas, e a mãe convoca o filho a não tocá-lo por solidariedade aos menos favorecidos:

 

Baja la mano de comer,

que tu madre también la baja.

Los trigos, hijo, son del aire,

Y son del sol y de la azada;

Pero este Pan “cara de Dios”

no llega a mesas de las casas;

y si otros niños no lo tienen,

mejor, mi hijo, no lo tocaras,

y no tomarlo mejor sería

com mano y mano avergonzadas.

 

Assim este Pão, por espírito de caridade, deverá ser compartilhado com a Fome. Nos campos, a Fome do camponês, do que não é dono do que produz, circula em torno das messes estendidas na eira mas não se encontra com o Pão. Este encontro entre o Pão e a Fome deverá ser possibilitado pela caridade das casas que deixarão a porta aberta e o fogo aceso, como sinal de doação, levando ao gozo da paz, à fruição espiritual:

 

Hijo, el Hambre, cara de mueca,

en remolino gira las parvas,

y se buscan y no se encuentran

el Pan y el Hambbre corcovada.

Para que lo halle, si ahora entra,

el, Pan dejemos hasta mañana:

el fuego ardiendo marque la puerta

que el indio quechua nunca cerraba,

¡ y miremos comer al Hambre,

para dormir com cuerpo y alma.

 

No poema de Gabriela “Acción de gracias” (in: CÁCERES, 1976: LXXXIX), levanta-se a voz da mulher religiosa, vivendo um ritual de oração. Através de imagens de impacto visual, vão assomando de dentro da noite as coisas da natureza e os seres amados, devolvidos à claridade do dia, exaltados na voz da mulher que dá graças ao Senhor. Desprende-se do agradecimento emocionado um crédito ilimitado no amor de Deus, que devolve a luz o homem afundado na noite do esquecimento, pela remissão do pecado, através do nascimento do Filho de Deus, feito Homem:

 

Gracias, Señor, por el día que asoma

devuelto como el Padre y el Hijo.

Lo esperamos sumidos en la noche,

pero volvió como el que vuelve a amar

y regresó como el que mucho ama,

y com él van y van llegando

el bosque cantador y el mar arrebatado

el, rostro de la madre y del hijo,

y los caminos borrosos de miedo.

 

Nesses versos, enaltece-se o regresso e a esperança numa convivência enternecedora da graça com os atos simples de homens e de animais.

 

Gracias, Señor, por la ruta que hicimos

cegados de la niebla maldadosa,

y por los ojos vivos del arroyo,

y por el canto ya devuelto de la alondra.

Gracias por cuanto regresa devuelto

al oído del hombre y de la bestia,

y por la risa de los pescadores

que van guiñando a la ola y la pesca

y a la mujer que en umbral espera

com el vaso de leche y com el beso.

 

Enfim, a voz da mulher religiosa eleva-se em ação de graças por saber que pertence a um espaço de amor e se gratifica pela conscientização da responsabilidade desse envolvimento:

 

Gracias te doy por el tordo vehemente

que canta y canta en la higuera escogida

el alba en cuanto sabe que es la primavera,

y al crepúsculo allá en mi Valle que me ama y espera

y adonde he de volver porque él es mío

y suya soy, y lo sueño y lo vivo

así despierta y lo mismo dormida.

 

No exercício desta atividade ritualística de oração de graças, revela-se, no conjunto do poema, a voz da mulher gratificada pela garantia da permanência, pela segurança de que o perdido será reencontrado, pela certeza do eterno, na medida em que o que é sentido como efêmero, na verdade é permanente, porque é garantido pela força de Deus. Assim, aqui se constata a passagem do rito, ao mito, ao místico.

Também, na poética de Adélia Prado essas características podem ser observadas. Na vivência dos rituais cotidianos, a voz da mulher se desdobra, e se levanta, e sai dos limites da casa, expandindo-se para o mundo, mas levando, todavia, neste cantar, a marca das raízes, esta carga de culpa que determina os momentos felizes da vida da mulher mineira, criada em um contexto fortemente dominado pela religiosidade, culpa que transita pela alegria, de maneira verdadeiramente atávica, trazendo uma sensação mista de prazer e pecado, como se constata no poema “Atávica” (PRADO, 1991:45):

 

Minha mãe me dava o peito e eu escutava,

o ouvido colado à fonte dos seus suspiros:

‘O meu Deus, meu Jesus, misericórdia”.

Comia leite e culpa de estar alegre quando fico.

Se ficasse na roça ia ser carpideira, puxadeira de terço,

Cantadeira, o que na vida é beleza sem esfuziamentos,

As tristezas maravilhosas.

Mas eu vim pra cidade fazer versos tão tristes

Que dão gosto, meu Jesus misericórdia.

Por trazer da tristeza eu vivo alegre.

 

No poema “Eh” (PRADO, 1991: 162), Adélia Prado, na revisitação do cotidiano, registra o contexto em que a montanha marca os limites, cerceia os passos, faz a vida correr numa rotina limitadora e castradora, entre o cheiro de “bolas de carne cozinhando” o olhar faminto de um cachorro, olhando para as pessoas “com olho piedoso”, o disse-que-disse das comadres, os anseios da mulher que se consome na rotina de um mundo estacionado, um cotidiano que sufoca e abre anseios que angustiam:

 

O sol se põe intocado

atrás do morro onde ninguém nunca foi.

É brasa sua viva cor. Tem roxos,

uma angústia pendente

que sorvo em goles de antecipada saudade.

Quando a noite fechar,

dona Corina vai dormir com seu Lula,

homem sem fantasia,

que só faz as coisas de um jeito.

Dona Ló é viúva e dorme com Santa Bárbara,

......................................................................

Aí, meu Deus, minha virgindade se consome

Entre precisar de feijão,

Pó de café e açúcar.

Tem piedade de mim.

 

Desvela-se, no texto poético de Adélia Prado, este cerceamento definido pelas montanhas, estabelecendo-se a diferença entre a mulher da região litorânea, de um centro grande como São Paulo, e a mulher mineira do interior, como se constata no poema “A invenção de um modo” (Prado, 1991:26): “Quis fazer uma saia longa pra ficar em casa,/a menina disse: ‘Ora isso é pras mulheres de São Paulo’./Fico entre montanhas,/entre guarda e vã, entre branco e branco,/lentes pra proteger de reverberações”.

Longe dos grandes centros, protegida pelas montanhas, a vida transcorre no contexto da casa, na vivência do ritual de cada dia, na rotina entre comer, trabalhar, dormir, e dar graças pelo recebido, como se a consciência estivesse adormecida, na aceitação deste espaço ingênuo e simples, que se depreende do poema “Bucólica Nostálgica” (PRADO, 1991:42):

 

Ao entardecer no mato, a casa entre

bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,

aparece dourada. Dentro dela, agachados,

na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,

rápidos como se fossem ao Êxodo, comem

feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,

muitas vezes abóbora.

Depois, café na canequinha e pito.

O que um homem precisa pra falar,

entre enxada e sono: Louvado seja Deus!

 

Como pudemos observar, as duas poetisas se aproximam muito por tomarem situações corriqueiras para transformá-las em poesia, pela valorização do passado, pela recuperação da memória, pelo resgate dos ritos vividos cotidianamente. Na criação do mito literário, constata-se, nos textos avaliados, a luta contra o tempo, na busca de não se tornar aprisionado pelo tempo morto, pelo tempo que destrói e mata.

Ambas são marcadas pelas montanhas que as cercam, Gabriela Mistral, pelos Andes, Adélia Prado, pelas montanhas mineiras, isto as torna muito identificadas com a terra onde nasceram. Sufocadas neste contexto geográfico-histórico-social, ambas recorrem à revisitação do cotidiano como motivação para a religiosidade, onde o mito funciona como pista de decolagem para o místico, sendo que o texto poético das duas escritoras é pervagado por um senso de religiosidade que neles transita como o sangue através do corpo, irrigando toda a sua obra, envolvida por uma atmosfera mística, tornando manifesto, na escritura textual, o mito de uma mulher das montanhas forte, maternal, religiosa, profundamente identificada com os valores de sua terra.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

BARTHES, Roland. S/Z. Trad. Maria de Santa Cruz e Ana Mafalda Leite. Lisboa: Ed. 70, 1980.

CAMPBELL, Joseph. O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers, org. por Betty Sue Flowers. Trad. De Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Palas Athena, 1990.

ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1972.

FERNÁNDEZ MORENO, César, coord. e introd. América Latina em sua literatura. Trad. Luiz João Gaio. São Paulo: Perspectiva, 1972.

MISTRAL, Gabriela. Obras completas. Madrid: Aguilar, 1976.

PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.

SEVCENKO, Nicolau. Prefácio. In: DICIONÁRIO de mitos literários, sob a direção do professor Pierre Brunel. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997.

VASCONCELOS, Sylvio de. Mineiridade: ensaio de caracterização. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1968.